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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Texto sobre empreendedorismo social

Olá Educadores,

Feriadão acabou e a rotina continua não é? Pois bem essa semana vou para as aulas 02 e 03, que são importantissimas para nossa jornada. " Empreendedorismo social juvenil" e "Realidade social: mundo e comunidade". Para a primeira oficina deixo a dica um texto que encontrei em uma pesquisa pela internet, também é do GMM então pode nos ajudar bastante. Segue abaixo um trecho quem quiser o arquivo completo basta acessar o endereço do forum Conectando e Conectado do Ning do GMM:
http://gmmashoka.ning.com/forum/topics/conectado-e-conectando?page=4&commentId=3005906:Comment:34157&x=1#3005906Comment34157


O que é empreendedorismo social?


(Adaptado do The Meaning of Social Entrepreneurship by J. Gregory Dees)

Muitos de vocês já ouviram falar de empreendedores.  Comumente este termo se refere a uma pessoa que começa um negócio; um novo empreendimento para ganhar lucro e renda. Mas a palavra “empreendedor” não se limita à área de negócios.  Veio da língua francesa e significa “alguém que se encarrega ou se compromete com um projeto ou atividade significante”.  A palavra foi associada aos indivíduos que estimularam o crescimento econômico por encontrarem diferentes e melhores maneiras de fazer as coisas. Em vez do tipo do empreendimento que o individuo tem, a palavra descreve uma postura, comportamento e conjunto de qualidades.  Empreendedores vêem possibilidades, e não problemas, para provocar mudanças na sociedade e não se limitam aos recursos que têm num momento.
Empreendedores sociais têm características semelhantes aos empreendedores de negócios, mas possuem uma missão social onde o objetivo final não é a geração de lucro, mas o impacto social; são os agentes de transformação no setor social. Não se contentam em atuar apenas localmente. São extremamente visionários e pensam sempre em inspirar a sociedade com as suas idéias e como coloca-las em prática. São persistentes e, ao invés de desistir ao enfrentar um obstáculo, os empreendedores sociais se perguntam “como posso ultrapassar este obstáculo?” e seguem com determinação suas respostas.
Empreendedores são inovadores.  Eles criam novos paradigmas e são pioneiros de novas abordagens.  Isto não significa que criem algo completamente novo. 
Muitas vezes, transformam algumas idéias já existentes; utilizam a criatividade para aperfeiçoar ou reinventar processos. É um processo criativo e contínuo de explorar, aprender e melhorar.

Outros textos sobre empreendedorismo social:
Um empreendedor social é um "indivíduo com experiência na área social, desenvolvimento comunitário ou de negócios, que persegue uma visão de empoderamento econômico através da criação de empreendimentos sociais voltados para prover oportunidades àqueles que estão à margem ou fora da economia de um país". (Jed Emerson e Fay Twersky, editores do livro "New
Social Entrepreneurs: the success, challenge and lessons of Non-Profit Enterprise creation" (The Roberts Foundation, São Francisco, 1996)
Empreendedores sociais são como empresários nos métodos que eles utilizam, mas eles são motivados por objetivos sociais ao invés de benefícios materiais... Sua grande habilidade é que eles, com freqüência, fazem as coisas a partir de quase nada, criando formas inovadoras de promoção de bem estar, saúde, habitação, que são tanto de baixo custo, quanto efetivas se
comparadas aos serviços governamentais tradicionais.
(Charles Leadbeater, autor de "The rise of the Social Entrepreneur" (Demos, Inglaterra).
Empreendedores sociais são executivos do setor sem fins lucrativos que prestam maior atenção às forças do mercado sem perder de vista suas missões (sociais) e são orientados por um propósito duplo: empreender projetos que funcionam e são disponíveis às pessoas e se tornar menos dependentes do governo e da caridade. (The National Center for Social Entrepreneurs)

Bill Drayton:
Bill Drayton, um norte-americano, cresceu em Nova Iorque e quando era criança, adorava ler sobre personagens que influenciaram o percurso da história do mundo. Interessava-se não apenas pelo “o que” fizeram, mas também pelo “como”.  Seus ídolos eram: Gandhi, pela maneira pacifista de enfrentar o poder do império britânico; Martin Luther King, por usar táticas parecidas para enfrentar o racismo na sociedade americana; e, especialmente, um imperador da Índia antiga, chamado Ashoka.  Bill admirava a maneira como Ashoka pensava nas reformas sociais necessárias para melhorar a vida das pessoas e como as aplicava, governando de uma forma justa e pacifista. 
No colégio, Bill criou a “Sociedade do Ashoka” que juntava estudantes para falar sobre justiça social.  Na universidade, estabeleceu uma organização estudantil com o mesmo nome que trazia líderes sociais para interagir e compartilhar suas idéias com os estudantes. Ainda na universidade, Bill começou a viajar muito pela Ásia, especificamente na Índia, e percebeu que, como o Ashoka, existiam pessoas empreendedoras e determinadas, desenvolvendo idéias inovadoras para solucionar grandes problemas sociais. Bill então volta para os Estados Unidos e convence alguns amigos a investirem recursos financeiros diretamente nestes indivíduos, acelerando o processo de transformação social que esses indivíduos lideravam. Como ele costumava dizer, “não existe nada mais poderoso que uma idéia na mão de um empreendedor social inovador”.
Bill voltou para Índia com 5 amigos, um pouco de dinheiro e, juntos, começaram a procurar estas pessoas com novas idéias para mudar a sociedade.  Perguntavam para os líderes acadêmicos, empresários, comunitários e religiosos quais eram os problemas mais graves que a sociedade

vinha enfrentando. Depois perguntava se conheciam alguém que estava fazendo algo diferente para mudar esta realidade. No final desta pesquisa, Bill e seus amigos tinham uma lista com diferentes nomes e alguns deles eram repetidos. Então procuraram essas pessoas, fizeram entrevistas e investiram uma bolsa-salário para que eles pudessem deixar suas outras atividades e se dedicar integralmente no desenvolvimento e disseminação de suas idéias.
Logo em seguida, Bill funda a organização Ashoka para investir em empreendedores sociais. O nome Ashoka foi uma homenagem ao imperador que admirava e também trazia um significado importante: a palavra, em sânscrito, significa “ausência ativa de tristeza”. Ao longo dos anos, Bill espalhou a Ashoka pelo mundo e agora a organização atua em mais que 50 países, em todos os continentes.  São mais de 1.600 empreendedores sociais da Ashoka que atuam nas áreas de meio ambiente, direitos humanos, educação, saúde, participação cidadã e desenvolvimento econômico. No Brasil, são mais que 250 empreendedores sociais da Ashoka, mais conhecidos como “fellows”, que, em inglês, significa “companheiro”. Atualmente, Bill é membro do Conselho da Ashoka, além de ser presidente de mais três organizações que ele mesmo fundou, incluindo uma dedicada a promover empreendedorismo social de jovens.  Bill continua na busca por novas maneiras de alavancar inovações, no mundo todo, juntando empreendedores sociais para gerar maior impacto positivo na sociedade.

 Ótima semana a tod@s.


eni

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